Corinthians
Justiça nega prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians e réu no caso Nike
O Ministério Público pedia também o afastamento do cargo e restrições de acesso ao clube. A juíza rejeitou todas as medidas.

A Justiça de São Paulo negou, na noite de quinta-feira (22), o pedido de prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians e réu no processo sobre o chamado caso Nike. Segundo a ESPN Brasil e o Terra, a juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal, rejeitou todas as medidas pedidas pelo Ministério Público. Mendonça é réu, o que significa que ainda será julgado. Não há condenação.
O que o MP pedia
Segundo o Terra, além da prisão preventiva, o MP pediu o afastamento do cargo de vice-presidente e restrições de acesso às instalações do clube e de contato com possíveis testemunhas. A ESPN Brasil informa que o pedido do promotor Cássio Conserino veio depois da demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de tecnologia do clube e autor do relatório que embasou a denúncia. Para o MP, segundo a ESPN Brasil, o desligamento poderia configurar tentativa de intimidar testemunhas antes da audiência de instrução, marcada para 10 de novembro.
O processo
As duas reportagens dizem que Mendonça virou réu em junho. A ESPN Brasil lista os crimes imputados: apropriação indébita agravada continuada, tentativa dessa apropriação, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo. O Terra afirma que a acusação fala em cerca de 131 itens de materiais esportivos fornecidos pela Nike e em uma tentativa de levar 19 camisas especiais, das quais só oito teriam sido levadas. Esse detalhe numérico aparece só no Terra.
A manifestação
A ESPN Brasil diz que Mendonça se pronunciou nas redes sociais, afirmou que entrou na política do clube por amor ao Corinthians e pediu que suspeitas não sejam tratadas como sentenças. Segundo a ESPN Brasil, escreveu: “O Corinthians precisa de Justiça. Não de justiçamento”, e disse que dará esclarecimentos pelos meios adequados.
Pelos números do TorcedorNews
- Prisão preventiva negada pela 25ª Vara Criminal
- 10 de novembro: a audiência de instrução, segundo a ESPN Brasil
- Junho: quando ele virou réu
Na visão do Arena Da Bola
A decisão não encerra o caso: a juíza apenas entendeu que não havia motivo para prender o dirigente ou afastá-lo antes do julgamento. A audiência de novembro é o próximo passo concreto.
Para o Corinthians, o episódio chega num momento em que o clube enfrenta crise esportiva, financeira e política ao mesmo tempo. Resolver os três fronts exige estabilidade, e a divulgação de mais episódios de bastidor dificulta o trabalho de Seedorf em campo.
Com informações de ESPN Brasil e Terra. As informações foram conferidas entre as fontes: só publicamos o que mais de um veículo confirma.

